Keblinger

Keblinger

É certo estar errado.

17 agosto 2011
Passamos a vida como se houvesse um eterno conflito entre estar CERTO e ERRADO.
 
Conflito este que acreditamos ter que vencer, e para vencer, tudo o que pensamos e fazemos deve necessariamente estar CERTO, e qualquer outra pessoa que discorde do nosso ponto de vista ou das nossas ações está ERRADA, devendo ser derrotada pelos nossos argumentos.


Este é um antigo instinto de sobrevivência que trazemos do nosso passado evolutivo, onde vencer podia significar a sobrevivência e perder podia significar a morte. Só que no mundo atual, vencer (estar certo) ou perder (estar errado) não significa mais sobreviver ou morrer, mas, ainda repetimos este comportamento do passado e deixamos de criar o nosso futuro em mundo onde as possibilidades são enormes e a velocidade das mudanças muito rápida.

Hoje o oposto a estar CERTO não é mais estar ERRADO, mas ESTAR CERTO DE UMA MANEIRA DIFERENTE, uma maneira que permita um novo entendimento das coisas.

Em vez de apenas tentar provar que temos todas as respostas CERTAS, é mais interessante às vezes estar ERRADO. Quando estamos ERRADOS tudo é possível, quando você aceita que está ERRADO, você abandona os velhos hábitos e modelos e entra em um território desconhecido, porém rico em oportunidades.

As pessoas que tem medo de estar ERRADAS estão na verdade lutando para proteger o passado, não se permitindo testar novas abordagens, maneiras de fazer as coisas e obter novos resultados.

Se você está disposto a crescer e testar novas abordagens, a descobrir o que funciona melhor e o que não funciona para atingir seus objetivos, o fato de admitir que esteja ERRADO é o primeiro passo para construir um futuro melhor.

Aceitar que está ERRADO contribui para a conquista do sucesso pessoal, já, permanecer lutando para provar que está CERTO pode alimentar cada vez mais a mediocridade.

Ele aceitou estar errado e....
No início dos anos 1800, um oficial da artilharia francesa chamado de Charles Barbier apresentou uma nova solução para um problema crucial da época, ler mensagens à noite.
Para ler uma mensagem á noite durante a guerra, era necessário acender um lampião e, ao fazer isso virava um algo fácil para o inimigo.

Barbier fez uma série de pontos em relevo num pedaço de papel, um código simples de 12 pontos e com isto criou a “escrita noturna”.

Ao deixar o exercito, ele decidiu promover sua escrita noturna para ajudar cegos.

Um garoto de 13 anos no Instituto Real de Cegos estava entre os primeiros que aprenderam o novo sistema de leitura. Ele ficou empolgado com as possibilidades, mas achou meio complicado. Seguiu em frente sozinho e simplificou o sistema. Apresentou as mudanças para o criador do sistema, Barbier, que ficou indignado convencido que seu sistema estava CERTO e não podia ser melhorado, argumentando que o garoto cego estava ERRADO.

O garoto cego saiu chateado, mas aceitou que suas modificações ainda poderiam conter ERROS, sem se desencorajar o garoto cego partiu para desenvolver mais suas idéias.
Acho que você já matou a charada. Aos 20 anos, Louis Braille havia criado o sistema que beneficiou milhões de pessoas e usado até hoje, o “Método Braille”.  Já, Charles Barbier tinha que estar CERTO e, sua contribuição foi praticamente nula, ninguém fala nele; Louis Braille aceitou que suas modificações poderiam estar ERRADAS e tentou novas coisas, e fez a diferença no mundo.
Aceitar que estamos ERRADOS não é fraqueza, mas abertura de janelas de oportunidades, ficar argumentando que estamos CERTOS não é determinação é burrice. A escolha é de cada um.

0 comentários:

 

RESISTÊNCIA A MUDANÇAS - O FOGO.

RESISTÊNCIA A MUDANÇAS - A RODA.

CONVERSAR ON-LINE

RESISTÊNCIA A MUDANÇAS - O 1º PASSO É SEU.

RECEBA BOX H NO SEU E-MAIL.

Copyright 2008-2012 © HOME I Homero Fischer All Rights Reserved • Design by Dzignine